Yoga Girl, de Rachel Brathen

sábado, agosto 13, 2016


Meditar nunca é demais. Praticar o bem. Ser grata. Viver em pleno. Estas tornaram-se as minhas máximas de 2016, em grande parte, graças ao facto de ter conhecido pessoalmente a inspiradora Rute Caldeira, cuja história de vida deixou-me completamente siderada e com ainda mais vontade de aproveitar esta dádiva, que é a minha existência na Terra, em toda a sua plenitude. 

Também o Instagram teve um papel preponderante na minha mudança de atitude e no meu processo de transformação. Quando abracei a vida saudável, comecei a praticar pilates e meditação, a ingerir alimentos orgânicos e a seguir uma panóplia de perfis absolutamente revigorantes. Entre eles, estava o da sueca Rachel Brathen, uma jovem de 26 anos. Cativante, serena e cheia de garra, a Yoga Girl ajudou-me, de alguma forma, a fazer as pazes com o passado e a acreditar que, por muitos obstáculos que se cruzem no nosso caminho, há sempre uma luz ao fundo do túnel, que nos encaminha para o equilíbrio. 

[Ⓒ Rachel Brathen] 

Este ano, esta famosa instrutora de yoga editou um livro com o mesmo nome da sua conta de Instagram; dedica-o a todas as pessoas que já tiveram a oportunidade de pisar um tapete típico desta disciplina física e mental indiana, mas, sobretudo, àquelas que ainda não o fizeram, apesar da vontade que lateja dentro delas. Neste seu diário íntimo, que escolheu partilhar connosco sem amarras, ficamos a conhecer as recordações dolorosas da sua infância, a adolescência rebelde e problemática, o comportamento deliquente e a total ausência de livre arbítrio. O caminho para a autodestruição fazia-se próximo e o negativismo tomava as rédeas da sua jornada. Bebia, fumava, mentia; no fundo, escondia-se de si mesma.

Quando tudo parecia estar perdido, Rachel, na altura com 18 anos, fez um retiro espiritual a pedido da mãe, uma escolha que tomou como sua e que acabaria por virar o seu mundo de pernas para o ar, um avesso que viria a trazer-lhe paz e tranquilidade. Confessa que a prática de yoga mudou totalmente a sua forma de estar e que, desde que, descobriu esta ancestral conexão entre o corpo, a mente e o espírito, nunca mais desejou regressar ao seu antigo eu, sem quaisquer horizontes na linha do destino. No entanto, aprendeu a aceitar as memórias como parte do seu amadurecimento e da sua batalha.

[Ⓒ Rachel Brathen]

As suas publicações no Instagram são tão honestas, autênticas e humanas, que acabamos por sentir-nos em casa, de coração aconchegado. Na verdade, ela incentiva-nos a aceitarmos o nosso ser, por dentro e por fora, a amarmos a nossa essência e, a partilharmos as nossas alegrias e as nossas inseguranças, para que não nos sintamos sós com os outros e, claro, connosco. 

Atualmente tem milhares de seguidores em todas as suas redes sociais e vive na exótica ilha de Aruba, no Caribe, na companhia do marido e dos seus ternurentos cães. Pratica o bem, sabendo que só assim é que ele lhe pode entrar pela porta adentro, sem convite prévio. Fá-lo porque apenas deste modo é que a sua chama imensa tem lenha por onde arder.

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Se quiserem acompanhar o dia a dia de Rachel Brathen, sigam-na aqui:

[O livro foi gentilmente cedido pela Nascente, uma chancela da 20|20 editora, mas a minha opinião é absolutamente imparcial.]

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2 comentários

  1. Não conhecia a senhora mas vou passar a segui-la :P

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    1. Vais adorá-la! Obrigada pela tua visita. Um beijinho*

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