JJ, a irmã do vento


Esta publicação esteve a marinar durante os vários anos de existência deste espaço. As razões? Na verdade, ficava sempre com a sensação que havia algo mais a confidenciar, apesar de preferir deixar espaço para o mistério. Falar sobre mim deixa-me sem jeito. Quando partilho histórias sobre quem me inspira, aí sim os meus olhos iluminam-se. Não parecem aqueles incandescentes faróis da minha girl crush cinematográfica, a Emma Stone, mas há quem diga que fazem lembrar pirilampos no ar.

Mas aqui vamos nós...

Salut, queridos leitores! Sou a Joana Clara, JJ, Jay Jay, Caró, Pocahontas, Andorinha, Colibri (batizada pela minha Vânia, do Lolly Taste), Irmã do Vento, little greenmiracle workergypsy girl... Tenho tantos nomes, diminutivos e alcunhas, ofertados pela família, pelo namorado, pelos amigos e pelos colegas de trabalho, que perco o norte ao sentido. Mas, verdade seja dita, há uma frase que faz jus a esta turbulência de identidade e que me assenta que nem uma luva. Foi usurpada a Caitlyn Siehl (com a sua licença) e reza assim:

"I am a world that cannot be explored in one day. 
I am not a place for cowards.”

Touché! Bang bang! Nasci num dia solarengo de primavera, o da Criança, corria o ano de 1988. Belém foi o meu berço e aprendi a amar a minha Lisboa, princesa do Tejo e cidade-feiticeira, com todo o coração.

Gosto de pensar que fui mordida sem antídoto pelo bichinho das artes e por todas as suas formas de expressão, ainda que, infelizmente, não tenha jeito para a ilustração. Sonhei ser arqueóloga (em homenagem à minha mãe e às tardes infindáveis de Tomb Raider), mas os meus dedos queriam uma partitura com palavras mágicas. O jornalismo cultural tornou-se a minha profissão e este é o papel principal que interpreto para estar próxima da minha eterna paixão: contar histórias inspiradoras. Sim, gosto demasiado de pessoas-luz e de sentir a sua transcendência. E já tive o privilégio de escrever sobre elas para as revistas Visão, InsomniaGerador e Epicur.


Tenho o ar como elemento do zodíaco e, talvez por isso, sinto que o meu caminho é feito sempre ao sabor do vento. Em 2011, criei o blogue Às Cavalitas do Vento, que, mais tarde, deu origem à minha conta de Instagram, o meu diário de bordo. Quatro anos depois tatuei uma andorinha no meu pulso direito, para me relembrar que a esperança e a liberdade são os meus lemas de vida.


Em pequena, herdei a Kodak Brownie do avô Carlos e desde então coleciono câmaras fotográficas, para cristalizar no tempo as minhas memórias mais preciosas. Durante seis anos e meio, a revista O Mundo da Fotografia foi a menina dos meus olhos. Fui jornalista, editora, produtora de conteúdos multimédia e fotógrafa; tive a oportunidade de viajar pela Europa: de passear de charrete pelas ruas imperiais de Viena de Áustria, de jantar num dos mais belos terraços de Barcelona, de provar os melhores churros de chocolate madrilenos, de saborear os Dunkin Donut's de Colónia, de atravessar o rio Tamisa de barco e de almoçar no restaurante vintage mais catita de Londres, de assistir ao espetáculo de luzes da Torre Eiffel e de disputar muffins com os meus companheiros das tecnologias, de ter uma conversa em inglês durante cinco horas com um desconhecido que se aninhou numa das gavetas do meu coração, em Palma de Maiorca.

cinema é o meu amor supremo; não é minguante nem novo, mas sim cheio e crescente dentro de mim. Partilhei-o durante 19 anos com o meu falecido avô, a pessoa que me deu a conhecer clássicos como A Menina da RádioE Tudo o Vento Levou e Música no Coração. Não vivo sem filmes franceses, o sorriso da Audrey Hepburn, o imaginário de Tim Burton, o suspense de Hitchcock e os mil e um quizzes de cinema criados. Entradas para riscar na #JJsBucketList? Entrevistar o Dustin Hoffman (e, se possível, vê-lo vestido de Hook ou de Mr. Magorium) e a Oprah Winfrey, e, claro, jantar com a minha alma gémea gypsy, a Stevie Nicks

Enamoro-me todos os dias pelos detalhes da vida e ando sempre com um bloco de notas atrás, qual Amanda Seyfried no filme Cartas para Julieta. Ah, a Fuji Intax Mini 70 e o smartphone são os meus companheiros artísticos. Perco-me no cheiro dos livros e um dos meus sonhos é ter uma biblioteca semelhante à de A Bela e o Monstro. Na minha cabeça, o espaço nas estantes da minha casa é infinito - só que não.


Sou adepta de um estilo de vida saudável, já posei para alguns fotógrafos que admiro (o que ainda me deixa a flutuar) e ando sempre à procura de peças vintage. Dar valor a objetos antigos foi um dos ensinamentos dos meus pais: a minha mãe trabalha com colecionadores de obras de arte, o meu pai faz magia numa das retrosarias mais antigas da Rua da Conceição.

Gosto de pequenos-almoços tardios, do cheiro a terra molhada, do aroma a canela e a alfazema, do sabor do bolo de cenoura e chocolate da minha mãe, de combinar ingredientes improváveis, de visitar lojas de segunda mão, de percorrer as lombadas dos livros com o dedo indicador, de contemplar a luz da minha Lisboa, de ter conversas demoradas sobre cinema, de ouvir Nat King Cole, Norah Jones, Phil Collins e Françoise Hardy no meu gira-discos, de usar batons vermelhos e cor de ameixa, de me cruzar com o número 11, de ter o sol a entrar pela janela do quarto, de me deitar nos lençóis lavados depois do banho, de passear com os cabelos ao vento e de me aninhar nele.

Coleciono canecas, figuras do R2-D2, t-shirts de bandas, jogos de tabuleiro, bilhetes de cinema e folhas secas de outono. E abraços - daqueles bem apertadinhos e quentinhos. 

Aos domingos, gosto de ser crítica gastronómica. Visito restaurantes e cafés sugeridos pela Zomato, pela revista Time Out e pelo livro de bolso Lisboa à Mesa, para poder experimentar as melhores iguarias nacionais e, claro, fotografá-las.


Dickens, o meu gato, é o meu co-piloto. A escolha do nome foi inspirada num dos meus autores favoritos, Charles Dickens. O meu espírito livre dá cor aos meus dias e faz-me imensa companhia. Não sei se alguma vez partilhei convosco, mas ele tem um vinil predileto, que adora ouvir todas as noites: De Um Tempo Ausente, dos Sétima Legião.

Cliché ou não, gosto de pensar que a minha vida dava um livro... E que o seu lançamento está para breve, muito breve. "É só deixar a porta aberta para a ilusão entrar". Sempre!


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STAY TUNED!

16 comentários:

  1. Não me lembro de alguma vez ler uma espécie de post biográfico tão bonito. És uma inspiração, honestamente! :)

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    1. Ai, caramba! Assim fico sem palavras. Um enorme beijinho ♥

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  2. Há muito tempo que não lia um post auto-biográfico assim :)
    *clap clap clap*

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    1. Oh, Gonçalo! Não sei mesmo o que dizer. Obrigada pelo elogio, de coração. (:

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  3. És verdadeiramente inspiradora :) uma menina linda por dentro e por fora.

    (Acredito que aqueles sapatinhos rosa que tenho ali vão fazer com que eu seja ainda mais feliz, pois devem estar carregados de boas energias :) )

    <3

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    1. Como é que só estou a responder a estes comentários agora?
      Gosto tanto de ti, minha querida.
      Podes visitar-me sempre que quiseres. Estou de volta! ♥

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  4. eu percebo a dificuldade de falares sobre ti mas... quem me dera saber falar assim de mim.
    E ainda bem que o fizeste, se eu soubesse escrever como tu diria que "os meus olhos iluminam-se" a ler sobre ti ;)

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  5. Wow. Já te sigo no Instagram há algum tempo e adoro tudo o que lá públicas. Ler este post parece que me levou a ver o mundo pelos teus olhos... Incrível. Sinto-me feliz por ti e espero que a tua vida colecione muitas mais aventuras felizes para o teu livro :)
    Beijinhos!

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  6. Que post maravilhoso Joaninha <3 é daqueles que dá vontade de ler e reler! Beijinhos

    Glamour in a Bottle

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  7. Adorei ler este teu texto. Talvez seja um bocadinho estranho mas fez-me sentir saudades de Portugal, de casa, das tardes no jardim, do mar, das leituras na Ribeira das Naus, de ouvir música nos miradouros, do pôr do sol, do cheiro dos parques. Que bom. Ao mesmo tempo, identifiquei-me com muitas coisas que escreveste: o gosto pela cultura, pela escrita, pela natureza, pelos elementos, pela vida. Que bom ler-te!

    Um beijinho, Joana. :)

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  8. és uma inspiração seja em fotografia seja em escrita, transmites tão boa energia que é impossível não gostar de ti :)

    Vânia | Lolly Taste

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  9. Estes teu relato auto-biográfico está uma delícia de ler, Joana! Foi muito interessante e inspirador ler sobre estas tuas paixões e experiências de vida! Adoro a tua escrita e identifico-me com muita coisa que partilhas!

    Beijinhos,
    --
    Sofia | Monochromatic Wave

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  10. Adorei! Inspirações boas e do coração! Sempre me facina!🙏🏾😘

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  11. Tao lindo Joana:-) adorei este delicioso post auto-biográfico que me aguçou o desejo de ler esse teu livro! Venha ele.
    Beijinhos
    DoraB

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